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Artigo

São as mãos do oleiro que embelezam um vaso de barro

“Esta é a palavra que veio do Senhor a Jeremias: ‘Vá à casa do oleiro, e ali você ouvirá a minha mensagem’. Então fui à casa do oleiro, e o vi trabalhando com a roda. Mas o vaso de barro que ele estava formando estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldando outro vaso de acordo com a sua vontade. Então o Senhor dirigiu-me a palavra: ‘Ó comunidade de Israel, será que não posso eu agir com vocês como fez o oleiro?’, pergunta o Senhor. ‘Como barro nas mãos do oleiro, assim são vocês nas minhas mãos, ó comunidade de Israel’” (Jeremias 18:1-6).

Há quem ache um vaso de barro, mesmo em sua simplicidade, bonito, bem trabalhado, com formas diferenciadas. Ele é feito a partir de argila (que é o barro), água e as mãos firmes de um oleiro, capaz de moldar diferentes vasos. Depois de criado é posto em forno para secar, mantendo sua forma. Não precisa de muita coisa para criar um vaso de barro. Talvez o que mais conta é a habilidade do oleiro.

Para alguns o vaso de barro não possui beleza alguma, de tão simples. Já o vaso chinês, é rico em detalhes, desde a composição que é porcelana, até a pintura externa, que são variadas. O vaso chinês, por si é um enfeite, não pode servir como vaso de planta, por exemplo. Não muito diferente do vaso de barro, que dependendo do que fizer com ele, pintura, flores, pode ficar ainda mais feio, é melhor que fique com sua simplidade.

Do que somos feito? Do pó da Terra, mesma composição do barro.

Ao que voltaremos? Ao pó.

Nossa natureza carnal não tem ‘beleza’.

Na palavra que Deus deu ao profeta, Ele fez com que o Jeremias visse o oleiro moldando novamente um vaso que se estragou, dando outra forma. Uma particularidade do vaso de barro, é que ele pode ser refeito. Um vaso chinês quando quebrado, DIFICILMENTE poderá ser refeito, pode até ser colado, mas sempre ficará a rachadura da cola.

Por isso Deus nos fez do barro, Ele poderia ter usado qualquer matéria-prima mais valiosa, mais bonita, mais imponente, mas Ele preferiu o pó, o barro… pois se quebrarmos podemos ser refeitos, redesenhados, pela mão do Oleiro. O Senhor é o Oleiro, se permitirmos, Ele molda de novo, Ele refaz conforme a vontade Dele. São as mãos do oleiro que embelezam um vaso de barro.

Antigamente, um vaso de barro era usado para guardar ou transportar água e óleo. Na realidade, tanto o vaso chinês quanto o de barro podem servir para colocar água dentro. Mas quem vai querer olhar dentro de um vaso chinês, se a beleza está por fora? E quem vai pagar caro em um vaso chinês para colocar água? É mais fácil sermos induzidos a olhar o que tem dentro do vaso de barro, guardar água e óleo pode ser sua maior utilidade.

“E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento” (Lucas 7:37).

Vamos pensar que nosso coração, nossa adoração, nossa vida é um vaso! Que vaso seríamos hoje?

Um vaso chinês que só é bonito por fora, sem valia até para guardar água? Ou um vaso de barro, que mesmo em sua simplicidade, pode ser utilizado para guardar água, a água da vida? Estamos mais preocupados com o que é visível ou com o que está dentro do vaso?

Deus nos fez do pó, do barro, para que possamos ser refeitos conforme sua vontade. Mas Ele não nos ‘quebra’, um oleiro não seria capaz de quebrar sua própria obra.

Muitas vezes precisaremos nos quebrar diante de Deus, para que ele possa refazer à forma Dele, do jeito Dele. Apesentar apenas os cacos e pedir que Ele molde de novo, trazendo beleza ao que não é belo, trazendo vida ao que não tem mais vida, molhando o barro o Oleiro molda o vaso, para depois ser cheio da presença Dele. Cheios da água da vida e do óleo da unção.

“Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?

Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?”  (Romanos 9:20-21).

Precisamos nos quebrar e estar dispostos às mãos do Oleiro, para que dos cacos Ele forme novamente o vaso, e que sejamos vaso para honra Dele, cheios da água da vida e do óleo da unção.

“Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” (1 Tessalonicenses 4:4).

 

 Débora Gusmão, ministério Efraim.

 

Igreja de Florianópolis – Proclamando a Verdade